sábado, 2 de fevereiro de 2019

AJUDAS MONETÁRIAS




Quase todas as pessoas que ajudei monetariamente me traíram e me difamaram!
E isto no preciso dia que o recebiam. 
Isto aconteceu com as pessoas que mais ajudas dei, com os familiares que mais precisaram e precisam de mim. 
Filho e conhada irmã do meu Ex-marido. 
Ao longo destes ultimos 30 anos.

Elas me deram algumas lições. 

Outras me disseram isto:

Demónios são os que têm dinheiro e dão sem esperar nada em troca.
Santos são os desgraçados que nada têm, que não se sabem governar e que roubam para dar!



 O meu dinheiro tem asas, 
mas nunca me deu asas!
Ajudo, mas continuo com as mesmas amarras
 como no tempo em que pouco ou nada tinha!
Não vou descrever todas as ajudas monetárias que te vou dando gostaria de contar algumas passagens da minha vida; acontecimentos que me marcaram e que me poderiam tornar fria para com as necessidades dos outros. 

Quando me separei do teu pai, pouco tempo depois o negocio da venda de vestuário entrou em crise. 
Um dia me ofereceram um trabalho para vender géneros alimentícios.  
Estava a iniciar esse trabalho e ainda tinha poucos clientes, estava sem dinheiro e a gasolina para chegar ao cliente era muito pouca. 
A casa dos teus avós ficava a poucos quilómetros e resolvi parar em casa deles para vender uns Iogurtes que era um alimento que a tua avó gostava.
Ela não tinha nenhum la geladeira, no entanto se recusou a comprar alguns iogurtes para eu chegar às bombas de gasolina e poder chegar ao cliente e receber o dinheiro deles. A tua avó, não apenas se recusou a me ajudar na compra de alguns iogurtes, como me tratou mal. Sai de casa dela com o coração despedaçado e fui devagarinho com o carro na reserva até chegar ao cliente e ainda deu para chegar às bombas de gasolina. 
Nunca tive ajudas dos teus avós, no entanto quando eu dizia que eles ajudavam as tuas tias a tua avó respondia-me:

As tuas irmãs merecem, estão bem e sabem lutar, tu estás sempre mal nunca mais compões a tua vida. Significava isto que nada deveriam me ajudar para eu sózinha sem ajudas poder me governar.

Será que eu deveria te fazer o mesmo? Recebeste tantas liçoes dos teus avós! O que eles te ensinaram de bom?
Que boas influencias tiveste no tempo que estiveste com eles?
Isso entrará em outra história que vou contar aqui.
- Se os teus avós fossem vivos e soubessem os milhares que cada mês tenho gosto contigo o que diriam?

Uma expressão do teu pai.

Quando me separei do teu pai, ele disse para ao advogado:

 - Nem pense pedir-me alguma pensão para o filho pois ela sabe se governar melhor que eu!

Era eu que estava a pagar o advogado e nunca pensaria em pedir-lhe um tostão. 

Tu sabes que ao longo destes anos teu pai nunca te deu um tostão.

Um dia quando eras criança e foste com o teu pai ao parque de diversões andar na Montanha Russa ficaste sem as reservas que eu te tinha dado. Pediste ao teu pai emprestado e ele quando chegaste a casa pediu que tu lhe devolvesses o dinheiro que te tinha emprestado. Embora tivesse pago aos teus irmãos os seus divertimentos. Compreendo que eles eram filhos de pais com as suas deficiências! 
Tu sabes que eu nunca guardei rancor aos teus irmãos e era amiga das mulheres que o teu pai teve depois da nossa separaçao. 

Quando eu tinha as lojas de confeçao e quando vendia alimentos nunca esquecia dos teus irmãos, os filhos das duas mulheres que depois de mim ele arranjou. 
Cada mês eu os ia visitar e sempre lhe levava presentinhos; roupas para eles, para a mãe deles, queijos, chocolates etc. 
Deus sempre me deu cabeça para ter o suficiente para mim e para dar presentes aos outros.  

Tu trabalhaste com o teu pai nas obras. Um dia quando deixaste cair um lata de tinta ele já não te pagou o ordenado. Estiveste um ano com o teu pai e deixaste de trabalhar com ele pois ele cobrava-te tudo, até os alimentos que lá comias com os teus irmãos da mulher dele. 
 
Mas hoje digo que os bens materiais nada são, nada adianta ajudar as pessoas com eles. 
Isso só me tem causado feridas profundas!

Só me arrependo de ter sido escrava de todos! 
Me arrependo porque existem outros bens para os quais não tenho dado o meu tempo, a minha vida! 

Mas ainda estou a tempo de rever o meu modo de me conduzir!   





Porquê não evitar molhas e resfriados desnecessários 
se tenho um bom carro para me levar ao meu destino? 


0 comentários:

Enviar um comentário