CRONICAS DOS SEM-ABRIGO.
Ao ler esta frase que meu filho me enviou:
Ao ler esta frase que meu filho me enviou:
"Ajude se quizer. Se não quizer para mim é o mesmo.
Mas não se faça de santinha.
com pessoas como vocês."
Em Portugal se costuma descrever um pobre e mal-agradecido com o seguinte conto:
“Um
menino ciganinho entrou na pastelaria com a mãe e o pasteleiro ofereceu-lhe um
bolo.
A
mãe perguntou ao menino: O que se diz a este senhor, meu filho?
O
menino respondeu: - Quero mais!
-
Não, diz “obrigado!”
-
Para quê? Ele não me dará mais nada!
Nem com um obrigado, nem com uma cabeçada!!
Vou
aqui contar o trajecto do Ruben para lhe fazer recordar e desfazer os equívocos de
sua cabecinha desmemoriada da realidade e repleta de ficção.
1) - Quando deixaste a escola, na tua primeira estada em
Coimbra estiveste em casa da tua tia Helena.
Nesta
altura queixaste-te que as tuas duas tias gritavam contigo e te bateram. Porém,
já tinhas 1.80 de altura e a avaliar pelo que fazias comigo, não acreditei muito
que deixasses que alguém te batesse.
2) Seguidamente foste viver para o
quarto de um hostel.
A
tua tia Lena arranjou-te um emprego a trabalhar com computadores. E como não
respeitaste as regras e usavas e abusavas dos computadores para aquilo que tu
querias, em pouco tempo foste despedido.
3) Não podias pagar o alojamento e foste viver para casa
do teu pai.
A
mulher do teu pai um dia ligou-me a dizer que tu te zangaste com o teu pai e que
andavas quilómetros a pé para ir para o trabalho. Falou-me de ti como uma
pessoa completamente enlouquecida.
Fui
a Lisboa para te ir buscar. Mas ninguém sabia onde estavas
Depois
ela voltou a ligar a dizer que andavas a trabalhar na construção civil e que
dormias na obra.
Voltei
a Lisboa e lá paguei-te o aluguer de uma casa.
4) Para ficar perto de ti arranjei um
trabalho em Lisboa. Deves lembrar-te que regularmente ia levar-te comida e pagava-te a renda
da casa. Nesta altura devias ter 17-18 anos.
5) Um dia resolveste ir visitar um amigo ao Porto e
ficaste por lá em casa dele. Ficaste lá um ou dois meses.
Como
decidiste que ficarias no Porto eu mudei-me também para o Porto. Aqui também
procurei uma casa para tu viveres sozinho. Isto porque o teu feitio se incompatibilizava
com todos.
6) Depois eu vim viver para Coimbra.
7) Um dia eu disse-te que tinha encontrado a Alexandra, a mulher de um teu conhecido
e que eles estavam separados.
8) Vieste imediatamente visitar a
Alexandra. Nesse dia pediste-me
dinheiro para a levar a comer fora.
9) Logo nesse dia ficaste a viver na casa da Alexandra. Não
chegaste a dormir na minha casa em Coimbra.
10) Começaste a pedir-me dinheiro para
pagar o aluguer da casa da Alexandra. Isto no ano 2000.
11) O teu inicio de namoro com a
Alexandra foi com o meu dinheiro, pois tu não tinhas trabalho. Nem
tinhas nem conservavas muito tempo qualquer trabalho.
12) A Alexandra tinha um namorado que
era advogado e ele vivia perto da casa dela. A Alexandra ia muitas vezes para
casa dele. Mesmo depois de tu estares a viver na casa dela. Várias vezes eu
cheguei a encontrar a Alexandra na casa do namorado advogado.
Até mesmo partiste um espelho da parede que era do senhorio. Tive que ir a correr mandar pôr outro espelho pois ele poderia aparecer para receber a renda e se visse as coisas partidas eu ficava sem casa.
14) No teu desespero para eu te dar dinheiro para a Alexandra tu me disseste que se eu não te desse o dinheiro todo que me pedias ela iria casar com o outro; esse advogado tinha graves deficiências nas pernas. Sei porque cheguei a conhecer o senhor quando ia a casa dele falar com a Alexandra.
15) Por fim proibiste-me ameaçadoramente de eu conversar com a Alexandra.
16) Como o namorado da Alexandra era vizinho da casa dela e a situação de me exigires dinheiro estava a tornar-se insuportável sugeri-te que saísses daquela casa.
17) Além disso o senhorio estava a viver na casa de baixo e tu tinhas andado à tareia com o senhorio. Os socos que o senhorio te deu nos rins, levaram-te ao hospital.
18) A tua residência naquele lugar, assim como a residência dela ali, estava a tornar-se insuportável. Isto devido às diversas disputas que tinhas com os vizinhos de baixo.
19) Então levei-te, a ti e à Alexandra para uma casa na avenida Afonso Henriques. Ficaste lá algum tempo. Eu estava proibida de conversar com a Alexandra: ela também me dizia que tu não querias que eu e ela conversássemos.
20) Aliás, como é dito pela própria Alexandra, durante estes 15 anos que ela estive contigo tu a proibias de falar com qualquer pessoa, ela que ficou fechada sem amigos. Isto dito pela boca dela.
21) Contudo eu bem me recordo que mesmo depois da Alexandra ir para a casa que vos arranjei na avenida Afonso Henriques, ela ainda voltou muitas vezes a ir ficar com o senhor advogado que morava ao lado da antiga casa dela no Bairro Norton de Matos.
22) Um dia pediste para te levar à casa da Afonso Henriques e quando entraste a Alexandra estava muito zangada contigo porque tu não tinhas ido fazer o comer e não a ajudavas a aspirar a casa. Isto porque, já que tu não trabalhavas, era eu que vos estava a dar o dinheiro e tinhas que estar sempre perto para a socorrer.
É bom lembrar que desde que a conheceste ela sempre andava com os ataques epilépticos e era eu que subsidiava consultas de médicos e medicamentos. Além de sustentar a vossa casa todos os meses. Além da roupinha bonita que gostavas de oferecer à Alexandra.
Neste dia que te levei a casa, a Alexandra me disse que tu e ela eram apenas amigos. Disse que tu dormias num quarto e ela em outro e que jamais serias o homem com quem ela casaria.
23) Foi devido a estas palavras que ouvi e todas as queixas que ela fez contra ti que fiquei revoltada!
24) Eu respondi-lhe que, sendo apenas amigos, e se ela não estava interessada em ti para mais nada senão para ter casa e todas as regalias que eu lhe dava, então a partir desse dia ela não poderia mais viver ali e que a partir desse dia eu não ia vos dar dinheiro algum.
25) Liguei para a mãe da Alexandra e disse-lhe que a filha não poderia ficar mais ali e que a levasse. Fiz isso porque ela disse na minha cara e na tua que não te queria nem para namorado nem para marido.
Como é possível que uma mulher queira um homem que espera pelo dinheiro da mãe e que não consegue ficar muito tempo num emprego?
Os meses passavam e eu ainda conservava a esperança que te fizesses um homem responsável! Mas não só não eras responsável como tudo o que fazias era à custa da violência comigo.
26) A Alexandra foi viver com a mãe e eu te preparei um apartamento com tudo de bom para a tua nova vida. Mas continuaste a insistir em me pedir dinheiro para governar a tua casa e a casa da Alexandra onde ela vivia com a mãe.
Isto porque a mãe da Alexandra não tinha emprego. Ela tomava conta de crianças. Mas segundo tu dizias ela era muito violenta com as crianças e as mães das crianças as tiravam de lá.
27) Agora em vez de governar uma casa passei a dar dinheiro para governar duas casas. A casa da Alexandra, dando tudo para ela se sentir bem. E a tua casa.
28) Ela precisava de comer, de medicamentos, de frigorífico, de estirador para fazer quadros de tintas, de um aparelho de ar condicionado, de pagar a internet, de pagar a luz, de pagar a renda da casa, etc etc etc.
Tenho todos os depósitos e transferência que ao longo de 15 anos fui fazendo e fora o dinheiro que te dava à mão.
Vocês os três, tu, ela e a mãe dela viveram à minha custa durante estes anos todos!
Tu sabes quantos milhares de contos eu gastava por mês.
Muitas vezes, depois de eu te fazer a transferência, imediatamente recebia e-mails com incríveis difamações.
Palavras rudes com mentiras! Mentiras que tu inventavas para eu saber que se tinhas coragem de me dizer a mim muito mais terias para as dizer aos outros.
29) Não é o meu dinheiro que te vai fazer calar!
És barra em ficcionar personagens brutescas pois elas estão dentro do teu ser.
Elas contaminam a todos para quem elas se destinam.
Depois
de ler estas tuas belas difamações:
Eu
prefiro viver na rua do que ter contactos com pessoas como vocês."
Vou
ficar insensível para com todos os sem abrigo que tenho visto pelo mundo fora!
Todas
as pessoas que até hoje tenho dado alojamento vão ver em mim uma nova luz, a vermelha!
Porque
já concluí que eles e as pessoas que se vêm em situações de extrema necessidade
é porque têm o que merecem!
Elas
escolheram, assim como tu também escolhes o que pretendes para ti!
Hoje
ao ver estes vídeos enojo-me de todas as bondades em que me envolvi!
O RUBEN É VITIMA DA CONJUNTURA PESSOAL!


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