segunda-feira, 11 de novembro de 2019

TUDO O QUE FAZEMOS É MAL!





Eu observo a evolução da mentalidade humana com espanto!

Nós usamos a mente para fazer máquinas com tecnologia avançada e conseguimos criar coisas fantásticas!

Inventamos os meios de comunicação para anunciar as tragédias humanas, para ridicularizar as ações humanas, tudo o que se fala aumenta ainda mais o mal, mas não vejo ninguém a falar de algo ruim acompanhado com uma respetiva boa solução!

Temos toda a liberdade para falar algo que vai na mente para levantar mais ódios, mas não usamos a mente e as palavras para divulgar uma solução? Porquê?

Todos sem exceção amam anunciar o mal ou levantar questões sobre o que está mal, porquê? Esperam que algum humano mais inteligente avance com a solução? 

Ninguém, mas ninguém ainda pensou em interrogar o seu Deus e esperar pela revelação perfeita de um problema!

Antecipam-se todos a fazer e a falar o que vai na mente, mas não O querem interrogar! Quando eu pertencia a uma religião ensinaram-me que Deus não quer falar com os Humanos! Mas então se não existe humano algum com a solução perfeita, só com soluções que aumentam o mal, a quem iremos recorrer? Fomos abandonados sozinhos aqui neste planeta distante dos seres inteligentes? Do Ser divino?


Eu tinha 8 anos e estava tão desesperada que eu cheguei à varanda da minha casa, num prédio de 7 andares e queria morrer e pensei em me atirar da varanda.

Mas antes eu olhei para o céu e gritei falando com Deus:

- O que eu estou fazendo de mal para estar sofrendo tanto? Responde-me o que eu estou fazendo de mal?
Eu queria uma resposta! De todo o coração eu queria uma reposta d’Ele.  Eu estava observando os céus da varanda e mais uma vez gritei:
- Diz-me o que fiz de mal e eu não mais o farei! Imediatamente eu escutei uma voz:

- “Tudo o que fazes é mal, tudo o que fazes é mal e não sabes o quê porque não me tens perguntado!”
Tremendo de medo, eu respondi.
- Oh Deus não me fales que eu tenho medo da tua voz, deixa que eu vou procurar nos livros e vou procurar uma religião para me ensinarem. De novo eu obtive resposta e escutei as palavras:
- “Tudo o que o mundo faz é mal, eles te vão ensinar o mal porque ninguém Me faz perguntas!”

Então eu saí da varanda e fui me deitar na cama e cheia de medo tapei a cabeça, pois estava com muito medo de ver algo ou de ouvir outra vez aquela voz.
Se fosse hoje eu continuava a conversa com Ele, sim continuava mesmo e não teria medo!
O problema dos humanos é que fogem da presença de Deus e então tudo o que fazem e dizem é mau!
Tudo o que fazemos é aumentar o mal quando a solução está tão acessível quanto Ele!

                               All that a man does is evil!

 I observe the evolution of the human mentality with astonishment!
We use the mind to make machines with advanced technology, and we can create fantastic things!

We invent diversified means of communication to announce human tragedies, to ridicule human actions, everything that is said increases evil even more, but I see no one talking about something bad accompanied by a good solution!

We are free to speak something that goes in our head to raise more hatreds, but we do not use our mind and our words to spread a solution? Why?

Everyone without exception loves to announce evil or raise questions about what is wrong. Why? Do you expect some smarter human to come forward with the solution?
No one, but no one really, has even thought about asking  God and waiting for His perfect solution for a problem!

Everyone is quick to do and to speak what goes in their mind, but they do not want to interrogate Him! When I belonged to a religious group, they taught me that God does not want to talk to Humans! But then, if there is no human with the perfect solution, only with solutions that increase evil, to whom will we turn? Have we been left alone here on this distant planet of intelligent beings? Of the Divine Being?

I was 8 years old, and I was so desperate that I got to the balcony of my house in a seven-story building and wanted to die and thought about throwing myself off the balcony.

But first I looked up to the sky and shouted talking to God:
"What am I doing wrong to be suffering so much?" Answer me, what am I doing wrong?

I wanted an answer! With all my heart I wanted a response from Him. I was watching the skies from the balcony and again I shouted,
"Tell me what I have done wrong, and I will not do it again!" Immediately I heard a voice:

- "Everything you do is bad, everything you do is bad and you do not know what because you have not asked me!"
Trembling with fear, I answered.

"Oh God, do not tell me because I'm afraid of your voice, let me search the books and go look for a religion to teach me. Again, I got an answer and listened to the words:
- "All that the world does is evil, they will teach you evil because no one asks Me questions!"

Then I got off the balcony and went to lie down in bed. I was scared to death, I was too scared to see anything or to hear that voice again.
If it were today, I would continue the conversation with Him, yes, I would continue and I would not be afraid!

The problem with humans is that they run away from the presence of God and then everything they do and say is bad!

All we do is to increase evil when the solution is as accessible as He is!  

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Dirty-Boots


         What was the worst thing you said innocently as a child?

Answered on January 16


My parents were always on the warpath and every now and then they attacked each other.
We had a little garden that my father liked to take care of.
We lived in Mozambique, I must have been about 5 years old and I listened to my angry mother saying:

Here comes Mr. Dirty-Boots!

I asked her why she called this to my father, she replied that it was because whenever she came back from the garden she did not clean her boots. But she warned me not to talk about it in front of him.
I've always had a big problem until today: when I'm thinking about something, I get sick if I do not say what I think.
I always looked at my father thinking of the name Borra Boots and I felt like saying that to him. I remember how much I refrained from telling him. I began to be afraid of neglecting myself, I had not yet said it because I feared that my father would get more angry with my mother.
My father would not let us talk at mealtimes, the order was sacred:
We should all eat in silence.
If someone opened his mouth he would immediately scream: -- You there! Shut up!
But I always neglected to say something.
One day the whole family was having lunch in silence and I looked at my father and shouted,

Dirty-Boots!

At that moment, I looked at my mother and saw that I frightened her for she was showing a terrified face!
But my father, instead of getting angry, laughed at what I had said, which was almost impossible! I had never heard him laughing! Did he laugh because he saw us all frightened thinking that my father would be angry at my screaming?
But my father laughed because he did not know that word was for him and that it was my mother calling him that.
I was very fond of books of puppets and he thought that name came from some history.
No one else ever talked about the boots, nor did my mother ever tell me about it so I would not think about it again and carelessly reveal the secret.


quinta-feira, 20 de junho de 2019

sexta-feira, 7 de junho de 2019

VOCÊ ESTÁ DEIXANDO ....

A educação déspota faz filhos rebeldes! 

Observa hoje e o passado como os filhos de pais déspotas não podiam alimentar-se num clima de serenidade. Poderia alguém nobre estar sereno e até mesmo com bons alimentos: mas poderiam eles não ter sabor a guerra? Se um filho derrubava um pouco de água no fino pano de mesa, imediatamente a voz de um adulto trovejava e fazia relâmpagos. “Que crianças desastradas!”.
Se pegavam o pão para passar no molho e sujava a ponta dos dedos, um som parecido ao furacão levava o telhado: “Que crianças mais porcas!”. Quando os filhos esmeravam na lavagem da louça as críticas continuavam: “Que desperdício de água!”.
Lembras-te quando te obrigavam a comer o que te inojava, a carne ou o esparregado e depois disso entrar na tua boca sem querer vomitavas todo?
Mal se aproximava a hora da refeição, em vez de ela ser uma apreciável reunião havia desprezo e contradições. Ninguém aproveitava essa hora para ficar perto e com amor confraternizar!
Quando te deixavam algum tempo de lazer para fazer o que gostavas, se as pinturas ficavam na mesa ou os quadros estavam espalhados, o som arrepiante continuava presente: “Que grande bagunça!” O tempo que poderiam te dar para fazer as tuas meditaçoes era para ficares de castigo a lavar a loiça e a arrumar todas as inutilidades existentes em todas as divisões da vossa casa.
Porém hoje o opressor já não tem mais aceitação e sabe que levará de imediato uma resposta, pois os seus filhos jamais se calariam a uma tão rude educação. Antes fostes educados no ódio, as novas gerações o rejeitam, mas para muitos ainda têm dos filhos uma resposta: eles apenas respondem agressão com agressão. Quanto a ti, escuta isto que mencinei e vê se te encaixas em alguma destas situações! Então em qualquer acção age não apenas moderada como ponderadamente.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

CAMINHOS NOS EUA



Penso que estávamos no ano 2012 quando eu comecei a pensar ir ficar um tempo nos EUA. 

Quando eu falei ao meu marido neste desejo ele não o levou a sério. 
Eu insisti: Vou perguntar a Deus qual o Estado onde Ele deseja que nós fiquemos. Cortei papelinhos e neles escrevi o nome dos 50 Estados; quando tirei um ao acaso saiu Delaware. Mas meu marido discurdou dizendo que já conhecia esse Estado. 

Eu respondi: Eu fiz isso para ser Deus a escolher, pedi para Ele me dar o Estado onde a gente vai ficar e agora não vou contrariar a Sua decisão.  (Atos 1: 26)

Vamos procurar uma Universidade em Delaware que tenha matemáticos e escrevemos para os teus colegas a perguntar se tu podes ir para lá fazer algum trabalho. Quando entrei na Google e escrevi universidade e matemática saiu a Universidade de Newark. 

Escrevemos uma carta para esta Univesidade e de imediato tivemos uma resposta positiva. 

Então viemos para cá e é aqui que todos os anos estávamos ficando, por três meses apenas porque eu não tinha o Cartão Verde de residente. Este ano pedimos o Cartão Verde e então já podemos ficar mais tempo que os três meses.  
No ano de 2017 tive a mesma ideia de tirar um Estado ao acaso, voltei a dizer ao meu marido:

- Eu quero ir conhecer outro Estado, vou ver qual o Estado onde Deus quer que a gente vá. Dos 50 Estados, Deus selecionou Hawaii. Meu marido ficou nervoso e disse-me: Não vou ao Hawaii pois fica muito longe!

Mas eu repondi: Se Deus escolheu Delaware e temos nos sentido bem aqui então também vamos ficar felizes por ir ao Hawaii. Então ele concordou e fomos conhecer o Hawaii no ano 2017 e já voltámos lá este ano de 2019.

Em Abril deste ano eu resolvi perguntar a Deus qual era a cidade de Delaware que eu deveria conhecer. Eu coloquei num sistema aleatório as cidades mais importantes de Delaware e a cidade escolhida foi Arden. Como era perto, nesse mesmo dia eu resolvi ir sozinha visitar Arden. 

Como a achei muito linda dias depois levei o meu marido a Arden e ele também gostou da cidade. 

No dia que meu marido conheceu Arden, estivemos a conversar com uma senhora na casa museu e quando meu marido contou à senhora do museu de Arden que eu tinha tirado ao acaso uma cidade e que saiu Arden ela nos disse que conheceu uma senhora que tinha feito o mesmo e que o acaso lhe tinha também dado o nome da Cidade de Arden e que essa senhora passou a viver em Arden porque amou a cidade e porque o acaso lhe tinha indicado ir conhecer esta cidade. Fiquei feliz por terem me contado que mais pessoas fazem o mesmo que eu: pedir a Deus um sinal do lugar para onde devem ir. E pelos vistos Deus também gosta de Delaware e da Cidade de Arden porque indica às pessoas que a devem ir conhecer.  
       
O que acabei de contar, é apenas uma de muitas experiências que me fizeram concluir que, se as pessoas estivessem dispostas a procurar a opinião divina, as contendas se resolviam com muito mais facilidade e as pessoas iriam viver em hamonia umas com as outras, pois uma vez que Deus desse a Sua opinião, é claro que a d’Ele é sempre a melhor que todos os humanos juntos nos poderiam dar. Até mesmo as guerras deixariam de existir, pois as pessoas se entenderiam mais e trabalhariam em harmonia num mesmo sentido.

Cada um seria uma pequena luzinha no seu caminho e até iluminaria os caminhos dos transeuntes.

Então todas as obras humanas seriam belas como a imagem em baixo e estariam ligadas harmoniosamente à energia perfeita do Criador divino.




Estas situções me fazem recordar o texto do livro de Provérbios que diz:
Lançar sortes resolve contendas e decide questões entre poderosos. Provérbios 18:18

Também no relato de Atos 1: 24-26 se menciona que os apóstolos pediram a Deus a escolha e todos ficaram em harmonia com a decisão divina e não desrespeitaram a Sua decisão. 

É muito provável que na escolha dos anteriores apóstolos eles não tenham recorrido ao lançamento de sortes pedindo a Deus a decisão d'Ele. 
Mas agora decidiram que fosse Ele a escolher pois conhecendo Ele o coração de todos não erraria na escolha. 



segunda-feira, 18 de março de 2019

Anjo Negro




Estávamos em 2012, como o meu marido tem nacionalidade americana eu questionei-o porque não ficávamos mais tempo na América. Eu não tinha noção da razão porque o queria. Talvez para praticar o inglês. Também não sabia qual o Estado que iria escolher. Como acredito que acasos criam sincronias divinas, cortei 50 papelinhos e pedi a Deus que a escolha fosse a d’Ele, (Atos 1,24, 26; Provérbios 16: 33). Meu marido tirou um papelinho e a sorte saiu para o Estado de Delaware.

Ele disse que já conhecia Delaware e não estava muito disposto a ir para lá. Mas eu respondi-lhe:
- Se este Estado tiver uma boa universidade e eles te receberem é sinal que podemos ir para lá.

Procurei na internet e escrevemos para a universidade de Newark (https://www.udel.edu/) e  o professor  Sebastian Cioaba (https://sites.udel.edu/cioaba/) rapidamente nos respondeu e de bom ânimo aceitou o meu marido como professor visitante e também nos indicou como arranjar uma casa no campus da universidade.

Em 2013 viemos para esta casa https://inn-ternational.blogspot.com/ e é nela que temos ficado até hoje.

Nós nos apaixonamos por este lugar, repleto de animais selvagens, bandos de pássaros, muitas árvores por todos os lados, florestas, mar, rios e extensos granados. Esta é a primeira boa impressão, mas aos poucos descobrimos muito mais.

Meu marido ama NY, mas o que fez ele gostar de Newark foi por ser uma cidade idêntica à sua terra natal que é Coimbra, porque Newark é a mais importante cidade universitária do Delaware. Esta cidade está repleta de jovens enérgicos andando nas ruas de skateboard, fazendo parties e veem-se muitos esquilos, não apenas nas árvores, mas empoleirados nos fios elétricos. Newark está repleta de jovens que vêm de outros Estados e também de outros países. Os nativos mais idosos são pessoas muito simpáticas.

Mas Delaware tem muito mais caraterísticas singulares que marcam a diferença de todos os outros Estados. Aqui não se paga IVA, (ou sales tax), talvez por esta razão é impossível haver falta de empregos e não encontrei pobreza em nenhum lugar. Temos cá bastantes negros, todos sociáveis e simpáticos! Aqui me sinto na minha terra natal, pois nasci em Moçambique.


Vou contar algumas histórias que os protagonizam como “Anjos Negros”.
Tenho meditado porque razão os artistas fazem os anjos brancos de cabelos claros e com aparência de meninos.

 Eu amo ver pessoas com mistura de raças! Quando era jovem tinha uma amiga mulata de olhos azuis com o cabelo pintado de preto asa de corvo e decidi também pintar o meu cabelo com esta cor! No meu tempo de menina essa cor estava na moda.
Hoje a moda é pintar os cabelos de branco florescente até eles ficarem completamente queimados parecendo palha! Isto teve origem nos filmes de ficção onde as meninas tinham cabelos brancos. Ou será que é porque o nosso olho vê o claro com mais facilidade? O olho humano contribui para determinados julgamentos longe da realidade!
O que vou contar confirma a energia divina em anjos negros que têm aparecido no meu caminho e que fizeram muita diferença na minha vida!

Veja dois problemas que enfrentei e como por magia estes anjos negros me apareceram!
Decidimos comprar um carro e tive que lidar com um sem número de processos burocráticos. Estava difícil porque numa repartição, DMV Veículos Motorizados, uma senhora nos pedia mais e mais documentos. Passaram três semanas e continuávamos dando voltas para tratar de todos os papeis que nos pediam.
Já tínhamos comprado o carro e legalizá-lo estava difícil, estávamos a pensar que iriamos ser forçados a devolver o carro à empresa Porter.
Eu falei ao meu marido para irmos procurar uma outra repartição diferente. Talvez em outra repartição não fossem tão exigentes a pedir tantos papeis. Naquele tempo ainda não tínhamos comprado um GPS e meu marido pegou um mapa de papel e nele procurávamos a direção para um outro DMV. Mas acabamos por nos perdermos e entrei para o estacionamento de um shopping. Quando parei à minha frente estava um homem idoso e negro, saindo lentamente de uma das lojas e andava apoiando-se em muletas! Por cá existem muitas pessoas andando com muletas, a razão disso eu contarei em outra altura. Eu não sabia falar bem o inglês e pedi ao meu marido para perguntar a este senhor onde ficava o Departamento de Veículos DMV. Mas o meu marido respondeu que este senhor não saberia e que ele andando assim de muletas não tinha carro próprio para nos saber dar essa informação.
Mas eu respondi:
Com o pouco inglês que eu sei vou falar com o senhor e ele vai me entender e me ajudar! As pessoas cá são amáveis e tentam me entender, mas já aconteceu algumas se aborrecerem por eu não falar bem o Inglês.
Eu dirigi-me ao senhor negro e comecei a falar e logo fiz sinal ao meu marido para vir ao nosso encontro e me ajudar a explicar o que nós queríamos e meu marido veio falar com este senhor. Quando lhe perguntou sobre o DMV, o milagre aconteceu! O senhor disse que não poderia explicar porque estávamos longe; mas que ele ia no carro dele e nós poderíamos segui-lo pois ele nos levaria até ao lugar!
E assim nós fizemos! O senhor continuou dirigindo sua trajetória de uma maneira tão intricada que meu marido estava pensando que aquele senhor não entendeu para onde nós queríamos ir! Continuamos seguindo atrás do senhor, talvez por uns 30 minutos, devíamos ter andado atrás dele por mais de 15 milhas e finalmente chegamos ao DMV em Wilmington!
Estávamos surpresos, com o esforço daquele senhor, como ele conduzia bem mesmo com dificuldades nas pernas e admirados pela sua grande disposição para nos ajudar mesmo com problemas de saúde!  
Eu nem sabia o que fazer para lhe ficarmos gratos! Ele alegremente se despediu de nós e foi para o seu lugar. Sabe Deus o lugar da sua residência e quantos quilómetros mais aquele anjo teve que trilhar para regressar a sua casa!

Entramos no prédio da DMV e perguntamos sobre os documentos necessários e eles disseram que a única coisa que faltava era o cartão de residente do meu marido e o conseguimos adquirir rapidamente.
Mas o meu marido desejou entregar esses documentos em um outro departamento, que era muito mais próximo da nossa casa. Fomos lá e neste lugar eles continuaram nos pedindo mais e mais documentos, havia sempre documentos faltando e para este departamento andamos a caminhar para lá ao longo de 3 semanas. Desesperada já tinha dito ao meu marido:
Vamos apenas ter um carro alugado! Eu chorei dizendo que ficaria apenas aqueles dois meses e nunca mais voltarei ao Delaware! Mas comecei a pensar naquele sujeito negro que teve a gentileza de nos levar ao DMV em Wilmington. Eu senti que deveríamos levar os papeis a este departamento, embora o lugar fosse tão longe!
Chegamos ao DMV em Wilmington e mostramos os documentos para três funcionários diferentes, mas aqui eles não nos pediram mais nada e em cinco minutos, receberam um cartão de identificação de Delaware (o equivalente do português "Cartão de Cidadão"), que era o único documento que eles diziam ser preciso para finalizar a compra do carro. O processo de legalizar o carro ficou assim resolvido.
Ainda hoje continuo grata a Deus por ter-nos posto no caminho este homem e ele se oferecer a nos levar àquele departamento tão longe de nossa casa!
Foi pela amabilidade deste anjo que se abriram as portas para nós permanecermos em Delaware, pois neste lugar é praticamente impossível residirmos sem ter um carro nosso!
Tenho muitos exemplos semelhantes a estes que nos diz que é necessário nos livrarmos de preconceitos para conseguirmos vencer muitos obstáculos da nossa vida e também podermos facilitar a dos outros.
Quando escolhemos pessoas pelo que nossos olhos vêm, então estamos restringindo o nosso entendimento e a não entender muitos dos segredos ocultos no conhecimento divino.
É um fato interessante que, neste país, os negros são mais gentis e não são tão tímidos como os de Portugal.
Ao conversar com meu marido, fiquei surpresa de saber que o fim da discriminação racial nos EUA foi há aproximadamente 50 anos. Por exemplo, em 1968 foi proibida a discriminação na habitação. Existem muitas coisas que todos temos que agradecer ao Sr. Martin Luther King!


                 

                           
                                   Este é o meu querido Toyota Rava!



domingo, 3 de fevereiro de 2019

SEM ABRIGO?


CRONICAS DOS SEM-ABRIGO.

Ao ler esta frase que meu filho me enviou:
"Ajude se quizer. Se não quizer para mim é o mesmo.
Mas não se faça de santinha.

Eu prefiro viver na rua do que ter contactos 
com pessoas como vocês."

Em Portugal se costuma descrever um pobre e mal-agradecido com o seguinte conto:

“Um menino ciganinho entrou na pastelaria com a mãe e o pasteleiro ofereceu-lhe um bolo.
A mãe perguntou ao menino: O que se diz a este senhor, meu filho?
O menino respondeu: - Quero mais!
- Não, diz “obrigado!”  
- Para quê? Ele não me dará mais nada!

Nem com um obrigado, nem com uma cabeçada!! 

Vou aqui contar o trajecto do Ruben para lhe fazer recordar e desfazer os equívocos de sua cabecinha desmemoriada da realidade e repleta de ficção.

1) - Quando deixaste a escola, na tua primeira estada em Coimbra estiveste em casa da tua tia Helena.
Nesta altura queixaste-te que as tuas duas tias gritavam contigo e te bateram. Porém, já tinhas 1.80 de altura e a avaliar pelo que fazias comigo, não acreditei muito que deixasses que alguém te batesse.

2) Seguidamente foste viver para o quarto de um hostel.
A tua tia Lena arranjou-te um emprego a trabalhar com computadores. E como não respeitaste as regras e usavas e abusavas dos computadores para aquilo que tu querias, em pouco tempo foste despedido.

3) Não podias pagar o alojamento e foste viver para casa do teu pai.
A mulher do teu pai um dia ligou-me a dizer que tu te zangaste com o teu pai e que andavas quilómetros a pé para ir para o trabalho. Falou-me de ti como uma pessoa completamente enlouquecida.
Fui a Lisboa para te ir buscar. Mas ninguém sabia onde estavas
Depois ela voltou a ligar a dizer que andavas a trabalhar na construção civil e que dormias na obra.
Voltei a Lisboa e lá paguei-te o aluguer de uma casa.  

4) Para ficar perto de ti arranjei um trabalho em Lisboa. Deves lembrar-te que regularmente ia levar-te comida e pagava-te a renda da casa. Nesta altura devias ter 17-18 anos.

5) Um dia resolveste ir visitar um amigo ao Porto e ficaste por lá em casa dele. Ficaste lá um ou dois meses.
Como decidiste que ficarias no Porto eu mudei-me também para o Porto. Aqui também procurei uma casa para tu viveres sozinho. Isto porque o teu feitio se incompatibilizava com todos.

6) Depois eu vim viver para Coimbra. 

7) Um dia eu disse-te que tinha encontrado a Alexandra, a mulher de um teu conhecido e que eles estavam separados. 

8) Vieste imediatamente visitar a Alexandra. Nesse dia pediste-me dinheiro para a levar a comer fora. 

9) Logo nesse dia ficaste a viver na casa da Alexandra. Não chegaste a dormir na minha casa em Coimbra. 

10) Começaste a pedir-me dinheiro para pagar o aluguer da casa da Alexandra. Isto no ano 2000. 

11) O teu inicio de namoro com a Alexandra foi com o meu dinheiro, pois tu não tinhas trabalho. Nem tinhas nem conservavas muito tempo qualquer trabalho. 

12) A Alexandra tinha um namorado que era advogado e ele vivia perto da casa dela. A Alexandra ia muitas vezes para casa dele. Mesmo depois de tu estares a viver na casa dela. Várias vezes eu cheguei a encontrar a Alexandra na casa do namorado advogado. 

13) Quando eu comecei a dizer que não te dava dinheiro para pagar a casa dela, e todo o dinheiro para tudo o que querias gastar com ela, tua ameaçavas-me. Quando eu não estava em minha casa, tu chegavas a minha casa e partias as coisas.
Até mesmo partiste um espelho da parede que era do senhorio. Tive que ir a correr mandar pôr outro espelho pois ele poderia aparecer para receber a renda e se visse as coisas partidas eu ficava sem casa. 

14) No teu desespero para eu te dar dinheiro para a Alexandra tu me disseste que se eu não te desse o dinheiro todo que me pedias ela iria casar com o outro; esse advogado tinha graves deficiências nas pernas. Sei porque cheguei a conhecer o senhor quando ia a casa dele falar com a Alexandra.

15) Por fim proibiste-me ameaçadoramente de eu conversar com a Alexandra.

16) Como o namorado da Alexandra era vizinho da casa dela e a situação de me exigires dinheiro estava a tornar-se insuportável sugeri-te que saísses daquela casa.

17) Além disso o senhorio estava a viver na casa de baixo e tu tinhas andado à tareia com o senhorio. Os socos que o senhorio te deu nos rins, levaram-te ao hospital.

18) A tua residência naquele lugar, assim como a residência dela ali, estava a tornar-se insuportável. Isto devido às diversas disputas que tinhas com os vizinhos de baixo.

19) Então levei-te, a ti e à Alexandra para uma casa na avenida Afonso Henriques. Ficaste lá algum tempo. Eu estava proibida de conversar com a Alexandra: ela também me dizia que tu não querias que eu e ela conversássemos.

20) Aliás, como é dito pela própria Alexandra, durante estes 15 anos que ela estive contigo tu a proibias de falar com qualquer pessoa, ela que ficou fechada sem amigos. Isto dito pela boca dela.

21) Contudo eu bem me recordo que mesmo depois da Alexandra ir para a casa que vos arranjei na avenida Afonso Henriques, ela ainda voltou muitas vezes a ir ficar com o senhor advogado que morava ao lado da antiga casa dela no Bairro Norton de Matos.  

22) Um dia pediste para te levar à casa da Afonso Henriques e quando entraste a Alexandra estava muito zangada contigo porque tu não tinhas ido fazer o comer e não a ajudavas a aspirar a casa. Isto porque, já que tu não trabalhavas, era eu que vos estava a dar o dinheiro e tinhas que estar sempre perto para a socorrer.
É bom lembrar que desde que a conheceste ela sempre andava com os ataques epilépticos e era eu que subsidiava consultas de médicos e medicamentos. Além de sustentar a vossa casa todos os meses. Além da roupinha bonita que gostavas de oferecer à Alexandra.
Neste dia que te levei a casa, a Alexandra me disse que tu e ela eram apenas amigos. Disse que tu dormias num quarto e ela em outro e que jamais serias o homem com quem ela casaria.

23) Foi devido a estas palavras que ouvi e todas as queixas que ela fez contra ti que fiquei revoltada!

24) Eu respondi-lhe que, sendo apenas amigos, e se ela não estava interessada em ti para mais nada senão para ter casa e todas as regalias que eu lhe dava, então a partir desse dia ela não poderia mais viver ali e que a partir desse dia eu não ia vos dar dinheiro algum.

 25) Liguei para a mãe da Alexandra e disse-lhe que a filha não poderia ficar mais ali e que a levasse. Fiz isso porque ela disse na minha cara e na tua que não te queria nem para namorado nem para marido.
Como é possível que uma mulher queira um homem que espera pelo dinheiro da mãe e que não consegue ficar muito tempo num emprego?
Os meses passavam e eu ainda conservava a esperança que te fizesses um homem responsável! Mas não só não eras responsável como tudo o que fazias era à custa da violência comigo.

26) A Alexandra foi viver com a mãe e eu te preparei um apartamento com tudo de bom para a tua nova vida. Mas continuaste a insistir em me pedir dinheiro para governar a tua casa e a casa da Alexandra onde ela vivia com a mãe.
Isto porque a mãe da Alexandra não tinha emprego. Ela tomava conta de crianças. Mas segundo tu dizias ela era muito violenta com as crianças e as mães das crianças as tiravam de lá.

27) Agora em vez de governar uma casa passei a dar dinheiro para governar duas casas. A casa da Alexandra, dando tudo para ela se sentir bem. E a tua casa.

28) Ela precisava de comer, de medicamentos, de frigorífico, de estirador para fazer quadros de tintas, de um aparelho de ar condicionado, de pagar a internet, de pagar a luz, de pagar a renda da casa, etc etc etc.
Tenho todos os depósitos e transferência que ao longo de 15 anos fui fazendo e fora o dinheiro que te dava à mão.
Vocês os três, tu, ela e a mãe dela viveram à minha custa durante estes anos todos!
Tu sabes quantos milhares de contos eu gastava por mês.
Muitas vezes, depois de eu te fazer a transferência, imediatamente recebia e-mails com incríveis difamações.
Palavras rudes com mentiras! Mentiras que tu inventavas para eu saber que se tinhas coragem de me dizer a mim muito mais terias para as dizer aos outros.  

29) Não é o meu dinheiro que te vai fazer calar!
És barra em ficcionar personagens brutescas pois elas estão dentro do teu ser. 
Elas contaminam a todos para quem elas se destinam.    

Depois de ler estas tuas belas difamações: 
Eu prefiro viver na rua do que ter contactos com pessoas como vocês."

Vou ficar insensível para com todos os sem abrigo que tenho visto pelo mundo fora!

Todas as pessoas que até hoje tenho dado alojamento vão ver em mim uma nova luz, a vermelha!  

Porque já concluí que eles e as pessoas que se vêm em situações de extrema necessidade é porque têm o que merecem! 

Elas escolheram, assim como tu também escolhes o que pretendes para ti!

Hoje ao ver estes vídeos enojo-me de todas as bondades em que me envolvi! 

VITIMAS? NÃO HÁ VITIMAS! 
O RUBEN É VITIMA DA CONJUNTURA PESSOAL!